Semana Roessler lembra acidente ambiental no rio dos Sinos

Há 48 anos o ambientalista Henrique Luís Roessler afirmava em um artigo publicado no dia 21 de fevereiro de 1958, que “o Rio dos Sinos é um esgoto”. Os anos se passaram e a afirmação de Roessler continua mais atual do que nunca, porque a sociedade gaúcha vivencia o episódio dramático da mortandade de peixes no Rio dos Sinos, afirmou o diretor presidente da Fepam, Antenor Ferrari, durante a abertura da II Semana Roessler, realizada no auditório Espaço Verde da Sema/Fepam.

A II Semana Roessler visa resgatar a memória do precursor ambientalista que é o patrono da Fepam por força da Lei Estadual 9.261, de 31 de maio de 1991. A data marca a última crônica de Roessler publicada no jornal Correio do Povo, em 8 de novembro de 1963. Viria a falecer seis dias mais tarde, em 14 de novembro.

Presente à solenidade, a neta de Henrique Luís Roessler, Maria Luiza Roessler, concordou que cada cidadão tem a culpa pela situação atual do rio dos Sinos, já que as entidades e organizações não governamentais não conseguiram agir para evitar a crise embiental que atinge o rio que banha 32 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Todos defenderam a adoção de medidas a longo prazo que viabilizem a recuperação do rio, unindo sociedade, governos e entidades civis, por intermédio da adoção de medidas de Estado, que tenham solução de continuidade, mesmo com a mudanças de governo a cada quatro anos.

Para o representante da Associação Gaúcha de Proteção Ambiental (Agapam), Celso Marques, é necessário que as entidades ambientais repensem suas trajetórias”. Já o presidente da União Proterora do Ambiental Natural (Upan), Rafael Altenhofen, disse que depois da revolução ambientalista liderada por Henrique Luís Roessler, hoje ocorre uma involução, porque o tema ambiental ainda tem pouca repercussão na sociedade.

Para Arno Kayser, do Movimento Roessler para a Defesa Ambiental, é preciso ação na defesa do meio ambiente. A chefe de reportagem do jornal Correio do Povo, Jurema Josefa, enfatizou que a missão da Imprensa é divulgar acontecimentos para que as questões sejam debatidas.

A II Semana Roessler se estende até o dia 16, às 16h, quando haverá o lançamento do Projeto Casa de Cultura Ecológica Henrique Luís Roessler, junto à casa onde morou o ambientalista à beira do rio dos Sinos, em São Leopoldo. Pela manhã, às 11 horas, na Biblioteca Pública Estadual serão entregues 496 exemplares do livro “O Rio Grande do Sul e a Ecologia: crônicas escolhidas de um naturalista contemporâneo” ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado.
Na quinta-feira (09), às 12h30min, haverá mostra de vídeos na Sala Redenção do Campus Central da UFRGS. As apresentações enfocarão a sustentabilidade da Mata Atlântica, a partir do trabalho do Projeto Samambaia-preta, e o bioma Pampa, com depoimentos colhidos pelo Grupo Mamangava.

No sábado (11), às 11 horas, no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa (Avenida Borges de Medeiros, 915), ocorrerá a entrega do Prêmio Fepam de Jornalismo Ambiental.
A coordenação da II Semana Roessler é da Fepam/Sema e Prefeitura Municipal de São Leopoldo, com o apoio da Upan, Agapam, Movimento Roessler para a Defesa Ambiental, UFRGS, Associação Riograndense de Imprensa, Sindicato dos Jornalistas do RS e Núcleo de Ecojornalistas (Nej RS).

Fonte: Assimpren – Contato: imprensa@fepam.rs.gov.br

Comments(2)

  1. Bernardo says

    Eu acho que este texto fala bem a verdade,sobre o que é,o que fazem com o rio dos sinos,eu só acho também que poderia ser comentado sobre o incidente de 2007,a mortalidade de peixes no rio dos sinos.

  2. kaylon timm says

    todos nos fomos capases de poluirmos o rio dos sinos e todos nos somos capases de o tiralo da cituaçao enque ele ce encontra

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