Ativista da ADFG

Fundadora da Agapan, da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG) e da Associação Nacional de Apoio ao Índio, Hilda Zimmerman tem no seu currículo uma infinidade de campanhas pela natureza. Destacam-se a defesa dos índios, a Operação Hermenegildo e a luta contra os agrotóxicos. Esta última, ocorrida na década de 70, deflagrou-se a partir das denúncias de Lutzenberger.

À época, Lutz trabalhava na Bayer e testemunhou plantações contaminadas em todas as partes do mundo. O resultado da campanha foi a Lei dos Agrotóxicos, aprovada pela Assembléia Legislativa proibindo a utilização dos produtos mais perigosos. Hilda Zimmerman também participou de diversas atividades de educação ambiental. Principalmente da defesa de árvores e parques, como o Parcão de Porto Alegre.

Com quatro décadas de atividades em prol do meio ambiente, Hilda relembra outro episódio que mostra seu perfil de lutadora e amante da natureza: “Certa vez, com a ADFG, fomos ver as pedreiras de Itapuã, que na época eram exploradas por um ministro. Quando chegamos, junto com a imprensa, os homens estavam martelando. Eu, então, botei a mão na cintura e disse: ‘Parem de martelar!’ O homem ficou estático… saiu na primeira página do jornal uma foto, em que o homem está com cara de apavorado e eu com a mão na cintura : ‘Quando os ecologistas botam a mão na cintura, pára tudo’.