O que muda com o metrô

Ao mesmo tempo em que anima a comunidade, a chegada do metrô também desperta dúvidas sob o aspecto ambiental. Afinal, uma obra desta magnitude inevitavelmente trará impactos ao meio ambiente. Para responder às principais indagações, o jornal do Movimento Roessler conversou com o engenheiro Lino Sergio do Lago Fantuzzi, da Trensurb. Ele revelou, entre outros aspectos, que o metrô ingressará na avenida Nações Unidas pelo lado esquerdo, sentido bairro-centro. Ou seja, as árvores do lado oposto à Fenac não serão afetadas. Também informou que o arroio Luiz Rau só será coberto onde forem erguidas as estações Fenac e Novo Hamburgo, em frente ao shopping.

Em Novo Hamburgo, o metrô deve passar em um trecho sobre o arroio Luiz Rau, onde há muitas árvores. Qual será a compensação ambiental aplicada pela Trensurb?

A Licença de Instalação do empreendimento (LI nº 992/2008-DL) autoriza em sua condicionante nº 15 a supressão de vegetação nativa em área urbana dos municípios de São Leopoldo e Novo Hamburgo de um volume de 200,81 metros cúbicos de toras e 26,93 mst de lenha. Neste volume, está contabilizada a vegetação a ser suprimida ao longo das avenidas Mauá em São Leopoldo, Primeiro de Março e Nações Unidas em Novo Hamburgo.

Será executado o Projeto de Reposição Florestal Obrigatória, aprovado pela FEPAM, segundo Licença de Instalação (LI nº 992/2008-DL). A quantificação das mudas para reposição segue o cálculo estabelecido pelo Decreto Estadual n° 38.355/98 e se dará em área a ser definida pelo município de Novo Hamburgo.

As espécies indicadas para o plantio são apresentadas no âmbito do Projeto de Reposição Florestal Obrigatória aprovado pela FEPAM, definidas a partir da lista de espécies registradas durante a execução do EIA/RIMA e dos seguintes critérios:

– Plantar espécies nativas com ocorrência na região;

– Plantar o maior número possível de espécies para gerar alta diversidade;

– Utilizar combinações de espécies pioneiras e secundárias iniciais de rápido crescimento junto com espécies não pioneiras (secundárias tardias e climáticas);

– Plantar espécies atrativas à fauna;

– Respeitar a tolerância das espécies à umidade do solo, isto é, plantar espécies adaptadas a cada condição de umidade do solo.

Quanto ao arroio Luiz Rau, qual será a construção adotada? O arroio será coberto ou permanecerá aberto mesmo sob o traçado do metrô?

O elevado da metrovia será implantado na margem esquerda no arroio Luiz Rau, ocasionando o sombreamento do mesmo e cobertura e alargamento nas estações FENAC e Novo Hamburgo. Os projetos executivos das estações estão em fase de elaboração/ conclusão e atenderão à condicionante nº 26 da LI nº 992/2008-DL, a qual estabelece a necessidade de comprovação que as alterações na canalização do arroio Luiz Rau não provocarão alterações hidrodinâmicas à montante e à jusante das mesmas, de modo a promover danos ambientais, principalmente inundações.

O metrô também passará sobre o Rio dos Sinos. Isto significa que a obra afetará nosso rio de alguma forma?

Durante a implantação da metrovia, será executado o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água e Sedimentos. No âmbito deste programa, são realizadas coletas de amostras de água e sedimentos a montante e a jusante do local de passagem da metrovia no Rio dos Sinos, de modo a monitorar a qualidade da água e dos sedimentos durante a interceptação das obras com o curso d’água. O monitoramento é realizado antes, durante e após a execução das obras.

Há a necessidade de supressão de vegetação na mata ciliar dos Sinos para a execução das obras. Esta área será revegetada ao final das obras, no âmbito do Programa de Reposição Florestal Obrigatória e Programa de Paisagismo e Recuperação de Áreas Degradadas.

Comments are closed.