Movimento Roessler participa de reunião com SOS Mata Atlântica para integrar projeto Observando os Rios

Reflexão sobre a água e sobre a relação que cada um tem com o rio. Análise do nível de degradação da mata atlântica no Brasil, desde 1500 até os dias atuais. A partir disso se deu o início da apresentação do projeto Observando os Rios, da Fundação SOS Mata Atlântica, que envolve a comunidade no cuidado com a água. A atividade ocorreu neste sábado (18/02), na Unisinos, e contou com a participação de mais de 50 pessoas interessadas em trabalhar como voluntários no projeto.

“É importante a gente fazer o exercício de se conectar de diversas formas com o meio em que vivemos. Nós somos a mata atlântica”, ressaltou o biólogo Tiago, responsável pela apresentação do Observando os Rios.

O Observando os Rios é um projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio e parceria da Ypê e apoio local da Fábrica de Gaiteiros, UniRitter, Unisinos, Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos). Ele surgiu em 1991, com uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em prol da recuperação do Rio Tietê, em São Paulo.

Metodologia – A coleta e análise da água em rios é feita por voluntários, reunidos em grupos de monitoramento, que são capacitados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Os grupos analisam a água com um kit desenvolvido especialmente para o projeto e os resultados são reunidos em um banco de dados, disponibilizado na internet. A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar de grupos já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros locais com potencial.

No Rio Grande do Sul, também serão monitorados, além do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, rios de Porto Alegre e de Barra do Ribeiro. Entretanto, vale lembrar que o Rio dos Sinos possui malha hídrica de 4 mil Km de extensão e abrange 32 municípios. Sua situação atual, em termos de qualidade das águas é classificada como classe 4 – a pior que existe em termos de poluição. Inicialmente, o projeto vai disponibilizar apenas 10 kits de monitoramento por estado, o que inviabiliza o trabalho em toda a bacia hidrográfica.

O próximo passo a ser coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica será uma capacitação dos voluntários, com a exposição de dados locais de saneamento, treinamento para o uso do kit de monitoramento, cadastro das análises no site e agendamento das saídas de campo.

Cátia Cylene
Jornalista

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