Estreia na França, documentário de ((o))eco sobre desmatamento na Amazônia

A floresta dá lugar para a pecuária. Foto: Marcio Isensee.

Para quem não mora na Amazônia, costuma passar despercebido que a região tem 40% do rebanho bovino brasileiro: 85 milhões de cabeças de gado. Isso é mais do que três vezes a população humana da região, de 25 milhões de habitantes. Um quinto da floresta amazônica já foi derrubada e 66% virou pasto. O boi é o maior problema ambiental da Amazônia e é essa a história que o documentário “Sob a pata do boi” contará hoje, 6 de abril, para a audiência do Festival FreDD – Film, Recherche, Développment Durable, de filmes ambientais, que acontece em Toulouse, na França. Essa é a primeira exibição pública do filme, que esta semana também será exibido em Londres, Utrecht (Holanda) e Paris,  para audiências de ambientalistas. A estreia no Brasil é prevista para junho de 2018.

“Sob a pata do boi” é uma co-produção do site ((o))eco de jornalismo ambiental e o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Faz parte de um projeto de jornalismo investigativo que já dura dois anos.

A abordagem do documentário é inédita, porque foca não no crime ambiental, mas na forma como a Amazônia está sendo colonizada, com migrantes vindo de outras regiões do país para derrubar floresta e formar fazendas, uma ocupação que começou sob incentivo dos governos militares, preocupados com a soberania nacional, e é o motor de uma crescente catástrofe ambiental.

Na noite de hoje, “Sob a pata do boi” vai participar da mostra de filmes com até uma hora de duração. Na mesma mostra estão FOOD 3.0 (em tradução livre, “Comida 3.0), Fukushima: les voix silencieuses (Fukushima: as vozes silenciosas) , L’or Bleu du Rajasthan (O ouro azul de Rajasthan) e Les rivières volantes (Os rios voadores).

Para debate com o público após a exibição, estarão presentes: Marcio Isensee e Sá, diretor do filme, Juliana Tinoco, roteirista, Paulo Barreto e Eduardo Pegurier, criadores do argumento.

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Veja abaixo o trailer:

Fonte: ((o))eco.

Comment(1)

  1. Alberto says

    Enquanto isso em Nóya City seguem cortando árvores indiscriminadamente pela cidade sem falar nos arroios sujos. Ate quando?

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