Acordo para administrar a crise da seca

Felizmente venceu o bom senso hoje na reunião do Comitesinos, sobre o acordo para administrar a crise da seca de 2011/2012 no Vale do Sinos. O grande fortalecido foi o próprio Comitê, pois saiu consolidado como espaço político de resolução de conflitos.

Para tristeza de alguns que gostam de ver o circo pegar fogo para se projetar pessoalmente as partes, em conflito de uso, cederam o que podiam e se construiu um acordo de uso d’água nesta crise de seca do verão 2011-2012. Acordo que talvez não tenha agradado a ninguém de pleno, mas que serve para fortalecer a opção pelo diálogo como forma de construir um caminho de enfrentamento dos problemas de fundo do nosso rio.

Quem vai comandar o espetáculo vai ser o crivo das bombas definindo o momento em que a agricultura pode ou não captar água sem prejudicar o abastecimento público.

Houve grandeza de todas as partes envolvidas em perceber que temos que seguir construindo soluções de forma democrática.

O acordo também fortalece todo o Sistema Estadual de Recursos Hídricos porque em todos os fóruns extra comitê em que o tema da seca foi debatido ficou claro que os comitês são os espaços legítimos de discussão, não só por conta da lei, mas, principalmente, por conta da sua legitimidade conquistada pelo trabalho profissional e voluntário de muita gente que ao longo dos anos “tem saído da sua zona de conforto”, para construir um sistema democrático e participativo de tomada de decisões.

A repercussão da crise também chamou a atenção do Governo do Estado para a necessidade de fortalecer Sistema Estadual de Recursos Hídricos. A presença na reunião de vários membros do governo e do parlamento estadual na reunião deste dia 22/12/2011, demonstrou isto e também oportunizou ao comitê colocar suas demandas com clareza. O Estado está respondendo com contratação de mais técnicos para o DRH (uma das maiores limitações do sistema) e com recursos para investir na área.

É esta maior presença que a sociedade espera para completar a participação social para possamos recuperar nosso rio e gestá-lo de modos há que garanta águas para todos os usos humanos e para a manutenção da vida selvagem.

O desafio agora é seguir administrando a crise e depois que ela passar seguir com ações de planejamento que resulte num Plano de Bacia que norteie o desenvolvimento da nossa região dentro dos limites que a Ecologia da região possibilitam.

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