35 Anos de Lutas

Este ano comemoramos 35 anos de ativismo da nossa entidade. Parece mentira, mas é verdade. São anos de ativismo de muitas pessoas inspiradas na figura lendária de Henrique Roessler que tem feito da nossa entidade uma das mais importantes da nossa região e do estado na busca de uma relação equilibrada entre a natureza e o ser humano. Esta edição procura comemorar este feito, raro num país com pouca tradição de atuação continua de uma entidade ecológica livre e independente.

Fundada em 1978 por um grupo de estudantes, alguns amigos e professores o grupo buscou num primeiro momento resgatar o nome do pioneiro da ecologia no Rio Grande do Sul que na época andava esquecido da maioria. Muitos de nós tiveram que explicar diversas vezes o significado do nome alemão da entidade. Graças a isto o nome do pioneiro hoje é homenageado em praças, parques e entidades.

A luta de Roessler começou nos anos 30 do século XX quando ele se voluntariou para ser delegado de caça e pesca do Estado. Missão que o levou a muitos cantos do Estado defendendo animais ameaçados por caçadores e pela destruição do meio ambiente.

Ainda hoje esta luta é uma das marcas da nossa entidade e do movimento ecológico gaúcho. Tanto que um sapinho raro foi notícia no Estado todo como um obstáculo a construção de uma hidroelétrica no interior do RS. Nós trazemos outro enforque desta história. Também procuramos aprofundar o tema convidando especialistas a falar das espécies ameaçadas na Região e no Estado.

Também trazemos a baila o tema dos engarrafamentos na cidades trazendo uma proposta radical de solução para fomentar o debate do assunto que esta mudando a forma de muita gente ver o nosso modelo de sociedade em relação a mobilidade urbana e a poluição.

Além destes temas não podemos deixar de registrar os eventos tristes relacionados ao sistema de proteção ambiental gaúcho. Uma operação da Polícia Federal prendeu políticos e servidores do Estado e da capital supostamente envolvidos em venda de licenças ambientais. No vale do sinos tivemos políticos e antigos servidores condenados ou afastados por crime na gestão do depósito de lixo de Novo Hamburgo. São fatos que nos desafiam a uma revisão do sistema como um todo e pedem uma nova postura dos dirigentes políticos na hora de escolher o comando destes órgãos e reavaliar sua importância na matriz de poder dos n osso executivos.

Inspirados no Velho Roessler, respondemos nos colocando mais uma vez para dirigirmos, de forma voluntária, os destinos do Comitesinos na defesa do nosso ambiente. A reeleição de nosso presidente se deu num plenário que resultou da disputa de mais de 80 entidades da nossa sociedade dispostas a lutar pelo rio. Um fato que nos anima a seguir por muitos anos nesta trincheira para o qual estamos convidando você leitor a participar de forma cada vez mais ativa.

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